quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Contra a inadimplência

Proteja sua empresa contra a inadimplência com o Seguro de Crédito

O ano de 2015 foi uma verdadeira turbulência para praticamente todos os brasileiros, mas para os empresários, em especial, foi um grande desafio. Crise, aumento de impostos, encarecimento do crédito, disparada do dólar, acompanhada pelo aumento dos preços e pela tão temida inadimplência.

Em outubro, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, alertou para um provável aumento, justamente da inadimplência, no segundo semestre. A diferença é que agora não é mais apenas o consumidor comum que está atrasando pagamentos ou dando calote. As empresas, até mesmo as grandes, estão se tornando insolventes, sobretudo devido ao aumento do dólar. O diretor lembrou que, geralmente, são grandes empresas que tomam recursos no exterior.

O que muitos empresários não sabem é que existe um seguro que pode ajudá-los a mitigar perdas financeiras causadas pelo atraso ou não pagamento, por parte dos clientes – sejam eles consumidores comuns, ou até mesmo outras empresas – por serviços e produtos entregues e vendidos. É o Seguro de Crédito. Este produto possui duas modalidades: Riscos Comerciais – que tem por objetivo cobrir as operações de crédito realizadas pelo Segurado (credor), somente com pessoas jurídicas domiciliadas no país; e Quebra de Garantia – que tem por objetivo cobrir as operações de crédito realizadas pelo Segurado (credor), especialmente aquelas relativas à venda de bens de consumo, para pessoas físicas ou jurídicas.

Por proteger as operações de venda e prestação de serviços, e consequentemente o fluxo de caixa e balanço financeiro de seus clientes, este seguro é visto por muitas instituições financeiras como uma garantia, o que acaba facilitando a obtenção de crédito para as empresas.

Segundo Marcele Lemos, Presidente da Coface do Brasil, uma das seguradoras que comercializam o produto, existem ainda outras vantagens para quem o contrata. “O seguro de crédito promove, muitas vezes, uma alavancagem de vendas, pois permite que o cliente aumente seu Market Share, conquistando novos clientes sem preocupação, uma vez que a Coface avalia o risco financeiro deste novo cliente. Além disso, tendo sua operação protegida, a empresa pode alongar prazos e perfis de pagamentos, tornando seus produtos mais competitivos. Isso sem falar na redução de custos devido à dedutibilidade fiscal e ao fato de o processo de cobrança ser conduzido pela Coface”, enumera.

Perspectivas desafiadoras

Com a economia do país em forte recessão, muitos empresários, que já vêm sentindo os efeitos da crise na pele, têm sido responsáveis pelo aumento da venda do seguro de crédito. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), os prêmios diretos arrecadados em seguros de crédito interno cresceram 16% no acumulado de janeiro a outubro de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014, um excelente resultado tendo em vista que, no conjunto de seguros gerais, os prêmios cresceram apenas 5%.

Marcele aponta ainda para um fim de ano magro para o comércio varejista. “Os lojistas podem esperar um Natal com crescimento menor que os anos anteriores. Com os juros altos, os consumidores irão gastar menos e irão utilizar o 13º para quitar as dívidas”, diz.

Para 2016, a expectativa é que o nível de inadimplência continue elevado, “pois as fontes de renda estarão mais escassas, assim como a inflação continuará alta, o crédito mais caro e o desemprego elevado”, conclui a executiva.

No entanto, o aumento da taxa de sinistralidade da carteira (quociente entre sinistros ocorridos e prêmios ganhos) preocupa. Segundo a Susep, a sinistralidade do seguro de crédito interno passou de 75% nos primeiros dez meses de 2014 para 129% em igual período de 2015. As razões são o aumento da inadimplência dos clientes e da quantidade de empresas em recuperação judicial, lembrando que o seguro é acionado quando a empresa segurada leva calote em operação comercial ou quando uma companhia que lhe é devedora entra em concordata. Ambos são obviamente efeitos da situação econômica atual e do travamento de atividades em áreas chaves da economia como construção civil e petróleo e gás.

As seguradoras têm respondido com aumento dos preços das apólices, o que lhes recompõe o necessário equilíbrio financeiro, mas pode arrefecer um pouco a procura pelo seguro.

Entenda o seguro de crédito

Fonte: tudo Sobre Seguros.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

9 proteções de seguros pouco óbvias que você tem de conhecer


Para algumas pessoas, os seguros se resumem a uma proteção contra roubo e acidentes de carros ou, no máximo, uma cobertura contra um incêndio na sua casa. Mas, depois de alguns séculos de vida - o primeiro seguro do Brasil, por exemplo, foi registrado em 1808 - a indústria de seguros oferece hoje proteção para quase tudo, até para o risco de abdução por alienígenas.

Seguros bizarros à parte, muitas das coberturas oferecidas podem ser extremamente úteis e o melhor: algumas delas não exigem grandes esforços para serem contratadas, são incluídas no seguro da sua casa ou da sua viagem.

Nesta lista, foram selecionadas algumas proteções pouco óbvias oferecidas por seguros que podem te salvar de roubadas, evitar prejuízos e ajudá-lo na manutenção do seu patrimônio, item importante para um bom planejamento financeiro, mas que nem sempre recebe a devida atenção.

Confira a seguir nove exemplos de proteções que os seguros podem oferecer e veja quais combinam melhor com os riscos aos quais você está exposto.

Fonte: Exame.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Os impactos do corte no seguro rural


A agricultura, que representa quase 50% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, sofreu um grande impacto em novembro passado, quando o governo federal suspendeu o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o restante desta safra. Por meio da subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, o auxílio financeiro paga de 40% a 60% o valor do produto aos agricultores segurados.


Inicialmente, a expectativa era de que para este ano fossem destinados R$ 668 milhões ao Programa – cifra menor do que os R$ 700 milhões disponibilizados em 2014. No entanto, R$ 351 milhões foram perdidos por conta de pagamentos referentes a 2014. Para o próximo triênio, será anunciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a atualização dos percentuais e limites da subvenção ao seguro rural.

A redução no volume total a ser distribuído pelo Programa de Subvenção deve causar grande impacto nas contratações de seguro rural, mas ainda não se sabe como isso de fato vai afetar o mercado.

Já se sabe, porém, que as mudanças devem acarretar em uma questão delicada para as seguradoras, visto que muitos produtores que contavam com o auxílio do programa já haviam contratado o seguro rural dessas companhias.

A expectativa é de que, em 2016, sejam disponibilizados R$ 400 milhões para o PSR. Pinho vê o cenário como pessimista. “Esse valor irá excluir diversos produtores”, analisa Pinho.

Pequenos produtores: os mais prejudicados

A agricultura familiar, que segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário responde por quase 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, deve ser a mais afetada pelo corte no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Porém, isso também vai refletir nas grandes cooperativas, que se apoiam nos pequenos produtores.

O coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da região Sul (FETRAF-SUL), Rui Valença, já prevê os impactos. “Este auxílio não é perfeito, mas está melhor do que há 20 anos e é uma das coisas mais importantes para a agricultura familiar. Foi uma luta de muitos anos para conseguirmos isso e qualquer coisa que venha diminuí-lo certamente nos prejudicará”.

Lívia Sousa | Revista Apólice

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Seguro garantia ganhará impulso com nova lei das licitações

O seguro garantia pode ganhar novo e significativo impulso com a aprovação do projeto de lei que revoga a Lei das Licitações Públicas (como é conhecida a Lei 8.666/93) e estabelece um novo marco regulatório. Isso porque, entre as propostas apresentadas, consta a adoção, no Brasil, de um modelo de seguro similar ao existente nos Estados Unidos.

O texto que tramita no Senado determina que todas as empresas selecionadas em licitações para a execução de obras orçadas acima de um determinado limite apresentam apólices de seguros com cobertura contra riscos de inadimplência do contrato e de inadimplência do pagamento dos trabalhadores da obra e dos fornecedores de materiais.

Segundo o relator do projeto, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), a intenção é proteger os cofres públicos.

Ele revela que propôs a autorização para que o poder público possa exigir das empresas que vencem a licitação a contratação de seguro garantia para a execução do contrato até 100% do valor do ajuste.

Contudo, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a proposta deixa a escolha do percentual de garantia a ser exigida a critério de quem realiza a licitação.

O texto do substitutivo ao Projeto de Lei do Senado 559/2013, apresentado pelo relator, foi aprovado na 4ª feira (02/12) na Comissão de Serviços de Infraestrutura.

Agora, seguirá para a Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, que analisa a Agenda Brasil, onde será relatado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Essa comissão terá uma semana para fazer as modificações que julgar necessárias, até a votação no plenário.

O PLS 559/2013, elaborado pelos integrantes da Comissão Temporária de Modernização da Lei de Licitações e Contratos, contém 176 artigos, distribuídos em 14 capítulos.

Fonte: Seguro Garantia.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

MPF/PE consegue suspender serviços de empresas que atuavam como seguradoras de veículos

Empresas comercializavam Programa de Proteção Veicular, semelhante a um contrato de seguro, mas sem autorização da Susep

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) obteve liminar, na Justiça Federal, que suspende a comercialização de serviços por duas empresas que atuavam, irregularmente, de forma semelhante a seguradoras de veículos. A decisão é decorrente de ação civil pública ajuizada em outubro pelo procurador da República Alfredo Falcão Jr.

De acordo com a ação, a empresa RBKSP Clube de Assistência Emergencial de São Paulo, que atuou em Pernambuco, e a SAVEDD Administradora de Risco Ltda., comprada pela RBKSP, comercializavam produto denominado Programa de Proteção Veicular, semelhante a um contrato de seguro, mas sem autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia que controla o serviço.

O MPF/PE argumenta que os contratos e termos de adesão das empresas revelam que seus objetivos consistem em amparar os contratados quanto a danos em seus veículos, causados por colisão, incêndio, roubo ou furto. O procurador da República reforça que os réus proporcionam o seguro dos veículos, pois asseguram eventos predefinidos mediante pagamento de prestações pelos associados.

Ainda conforme a ação, o exercício irregular da atividade das empresas coloca todos os consumidores que contrataram a proteção automotiva em grave situação de risco, já que atinge milhares de pessoas e não é fiscalizado por órgão responsável.

A liminar da Justiça Federal determina que as empresas e seus responsáveis deixem de ofertar, de imediato, serviços com características de contrato de seguro, bem como comuniquem a decisão judicial a seus clientes. Os réus também terão que cessar qualquer publicidade sobre esse tipo de serviço, sob pena de multa diária, bem como devem suspender a cobrança de valores de seus contratantes, referentes à “proteção” aos veículos segurados.

Processo nº 0808143-70.2015.4.05.8300 – 12ª Vara Federal em Pernambuco

Veja aqui a notícia no ite do MPF.

Fonte: Procuradoria Geral da FRepública - PGR

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Projeto veta exclusão de aposentado de plano coletivo de saúde

aposentadoria-reproducaosO deputado Marcelo Belinati (PP/PR) apresentou, nesta 3ª feira (15/12), projeto de lei que garante ao aposentado o direito de manutenção como beneficiário do plano de saúde coletivo de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, desde que tenha contribuído indiretamente com seu labor por mais de 10 anos.

Para ter esse direito, o aposentador terá que assumir o pagamento integral no valor que sua empregadora o fazia.

Além disso, o beneficiário não poderá ser realocado em carteira diferentes, com valor de contribuição distinto, depois de se desligar da empresa, como se estivesse contratando o plano de saúde a primeira vez.

A proposta determina ainda que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deverá editar nova resolução normativa dando maior clareza do direito estabelecido.

Se aprovada e posteriormente sancionada, a lei entra m vigor 180 dias após sua publicação.

O autor do projeto alega que o direito do aposentado assegurado pela Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/1998), ainda é desconhecido de muitas pessoas que chegam a aposentadoria e são surpreendidas com aumentos bruscos nas mensalidades de seus planos de saúde. “Muitos precisam buscar a via judicial, ainda que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já tenha interpretado a Lei de forma a reafirmar que os planos de saúde coletivos devem ser mantidos sob as mesmas condições de assistência médica e inclusive de preço desde que assuma o pagamento integral”, frisa o deputado.

Ele acrescenta que, como não é explícita na lei nem em resolução normativa da ANS a proibição de segregação do segurado em um grupo considerado de maior risco, com menos cobertura e preço maior, como se ele fosse um cliente novo, há margem para que “as seguradoras tentem revogar as liminares em favor dos segurados”.

Fonte: CQCS.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Mudança no seguro do 'Minha Casa' elevará valor de prestações


Governo federal deixará de subsidiar seguro do financiamento habitacional.

Acréscimo deve ser pequeno, mas tende a crescer de acordo com a idade.

O governo federal deixará de subsidiar o seguro do financiamento habitacional no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida, informou nesta quinta-feira (17) a Caixa Econômica Federal, movimento que aumentará o valor das prestações para os novos contratos.

Desde semana passada, o Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab), criado pelo governo para cobrir sinistros como morte do mutuário ou dano ao imóvel para as faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, não recebeu mais recursos, após ter atingido as 2 milhões de unidades previstas inicialmente.

O FGHab também cobria pagamento de prestações em caso de desemprego e redução temporária da capacidade de pagamento, numa espécie de empréstimo que poderia ser restituído posteriormente.

"Com o atingimento do número estabelecido por lei, as concessões dos financiamentos com cobertura do FGHab foram encerradas", informou a Caixa, em nota. O banco acrescentou que permanecem inalteradas as condições para os contratos vigentes que já contam com a garantia do Fundo.

Com a mudança, os novos contratos do programa terão condições semelhantes às dos demais financiamentos imobiliários, que preveem a contratação obrigatória de seguro de mercado pelo mutuário.

A apólice padrão é composta pela proteção contra morte e invalidez permanente (MIP) e contra danos físicos do imóvel (DFI). O seguro corresponde a uma parcela fixa de 0,5% sobre o valor da prestação e uma parcela variável de acordo com a idade do devedor.

Simulações

Na prática, o acréscimo nas prestações deve ser pequeno, mas tende a crescer para os tomadores com idade mais avançada, dado que o valor do seguro por morte é maior, disse à Reuters a consultora imobiliária Daniele Akamine.

Numa simulação feita por ela, para um financiamento de R$ 100 mil com prazo de 360 meses para um tomador de 35 anos, o valor total do seguro praticamente dobra, para pouco mais de 10 mil reais. Nas prestações, o valor do seguro sobe de cerca de R$ 8 para R$ 22. Para um tomador com 60 anos, mesmo com prazo menor, de 240 meses, o valor total do seguro sobe de R$ 15 mil paraR$ 29 mil, segundo ela.

"Não chega a ser um valor que comprometa a aprovação do financiamento, mas com a queda do poder aquisitivo das famílias, qualquer acréscimo tende a ser mais sentido", disse Daniele.

A mudança acontece no momento em que construtoras aguardam o lançamento da terceira fase do Minha Casa Minha Vida, esperado para acontecer no começo de 2016, após um ano de lançamentos reduzidos diante da recessão e estoques elevados.


Fonte: G1.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Quais São as Coberturas Básicas do Seguro Viagem?

O seguro viagem tem que oferecer, obrigatoriamente, proteção para, pelo menos uma das seguintes coberturas básicas:

• Despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem nacional (DMHO em viagem nacional) – indenização das despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas derivadas de acidente pessoal ou enfermidade súbita e aguda ocorrida durante o período de viagem nacional e uma vez constatada a saída do segurado de sua cidade de domicílio.

• Despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem ao exterior (DMHO em viagem ao exterior) – indenização das despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas decorrente de acidente pessoal ou enfermidade súbita e aguda ocorrida durante o período de viagem ao exterior e uma vez constatada a saída do segurado país de domicílio.

• Traslado de corpo – indenização das despesas com a liberação e transporte do corpo do segurado do local da ocorrência do falecimento até o domicílio ou local do sepultamento, incluindo-se nestas despesas todos os procedimentos e objetos imprescindíveis ao traslado do corpo. Esta cobertura não pode ser contratada isoladamente.

• Regresso sanitário – indenização das despesas com o traslado de regresso do segurado ao local de origem da viagem ou de seu domicílio caso este não se encontre em condições de retornar como passageiro regular por motivo de acidente pessoal ou enfermidade cobertos pelo seguro. Esta cobertura deve englobar, quando requisitado por médico responsável pelo atendimento, mais de uma remoção.

• Traslado Médico – indenização das despesas com a remoção ou transferência do segurado até a clínica ou hospital mais próximo em condições de atendê-lo, por motivo de enfermidade ou acidente pessoal cobertos pelo seguro.

• Morte em viagem – pagamento do capital segurado aos beneficiários do segurado, de uma única vez ou sob a forma de renda, em caso de falecimento do segurado por causas naturais ou acidentais durante o período de viagem.

• Morte acidental em viagem – pagamento do capital segurado aos beneficiários, de uma única vez ou sob a forma de renda, em caso de falecimento do segurado, apenas por acidente pessoal ocorrido durante o período de viagem.

• Invalidez permanente total ou parcial por acidente em viagem – indenização em caso de perda, redução ou impotência funcional definitiva, total ou parcial, dos membros ou órgãos definidos no contrato em decorrência de lesão física sofrida pelo segurado provocada apenas por acidente pessoal ocorrido durante o período de viagem. Quando contratadas as coberturas DMHO nacional e exterior, o seguro deve conter obrigatoriamente a cobertura de Traslado Médico. Não poderá ser denominado “seguro viagem” o contrato que ofereça coberturas básicas cujos sinistros sejam causados exclusivamente por acidentes pessoais.


Fonte: Portal Nacional de Seguros.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Despesas de fim de ano


Seguro prestamista protege o consumidor comum em suas compras

O fim do ano está chegando. É época de festas, confraternizações, presentes e alegria! Mas também é tempo de lembrar que logo ali, no início do ano que vem, começam a chegar a conta do cartão de crédito com as compras do Natal, a lista de material dos filhos, IPVA, IPTU, etc.

Isto num momento em que a crise econômica bate mais forte na porta do cidadão: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação alcançou 8,9% da força de trabalho no terceiro trimestre de 2015 e a inflação com base no IPCA aumentou para 9,6%. Essas são as maiores taxas em vários anos.

Mas esta época não precisa ser, necessariamente, uma dor de cabeça. Uma forma de passar por ela de maneira mais tranquila é contratando um seguro prestamista, que tem como objetivo evitar a inadimplência do consumidor, pagando suas dívidas em caso de perda de renda por desemprego, invalidez ou morte (conforme as definições de cada contrato).

“Essa apólice é contratada, geralmente, no momento da solicitação de um empréstimo para a compra de um produto em uma loja de varejo. Para a instituição financeira que concede o empréstimo ou que vende o bem, esse tipo de apólice auxilia na redução da inadimplência, impactando positivamente nos resultados financeiros. Para o consumidor, o contrato é uma ferramenta de proteção das finanças pessoais, diante de diversos imprevistos”, explica Henrique De La Torre, Diretor Geral de Seguro de Pessoas do Grupo BB e Mapfre.

Seguro educacional

Dentro do seguro prestamista existe ainda o seguro educacional, que garante o pagamento das mensalidades escolares diante do desemprego, invalidez ou morte dos pais ou responsáveis. O seguro é quitado junto com a mensalidade escolar.

Variações

De La Torre ressalta que as apólices podem sofrer diversas variações no que diz respeito à vigência e coberturas: “há uma limitação em relação ao montante total do valor do empréstimo a cobrir, mas, na maioria dos casos, esse valor é suficiente para cobrir a maioria das necessidades dos clientes. No caso específico do seguro educacional, temos três tipos de opções: cobertura para somente a série atual de estudo do aluno; para todo o ciclo escolar do período vigente (todo o ensino fundamental, por exemplo); ou para todos os ciclos oferecidos pela instituição de ensino (Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio)”.

Oportunidade para o setor de seguros

O consumidor já entendeu que para sobreviver à crise é preciso ter jogo de cintura e, principalmente, disciplina. Mesmo com o fim do ano chegando, é hora de economizar, reduzir gastos e pensar duas vezes antes de contrair uma nova dívida. Contratar um seguro também é uma forma de praticar economia, prevenindo-se contra riscos e imprevistos.

Pelo que comenta De La Torre, o brasileiro já está começando a perceber isso, o que tem feito o consumidor buscar este tipo de apólice. “Do ponto de vista do mercado segurador, percebemos que, em momentos de retração econômica, ocorre a ampliação da consciência sobre a proteção do patrimônio e uma maior busca por esse tipo de apólice. Além disso, apenas 12% das pessoas possuem algum tipo de seguro, dado que revela o potencial de crescimento do mercado segurador”, afirma, entusiasmado.

Fonte: Tudo Sobre Seguros.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Comissão aprova seguro de vida para bombeiros e policiais

Silas Freire estendeu o benefício a policiais legislativos e agentes de trânsito, penitenciária e socioeducativos


A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1351/15, do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que obriga o poder público a contratar seguro de vida para policiais e bombeiros militares, policiais civis, policiais federais e policiais rodoviários federais.

Relator na comissão, o deputado o deputado Silas Freire (PR-PI) defendeu a aprovação da proposta e propôs emenda para estender o benefício a policiais legislativos federais e estaduais e a agentes de trânsito, penitenciários e socioeducativos. Freire acolheu sugestões dos deputados Ademir Camilo (Pros-MG), Laerte Bessa (PR-DF), Laudivio Carvalho (PMDB-MG), Cabo Sabino (PR-CE) e Eduardo Bolsonaro (PSC-SP).

Pelo texto, o seguro deverá ser contratado sempre que houve relação direta entre a função desempenhada e o risco de morte ou invalidez. O texto expressamente considera exercício da função o deslocamento trabalho-casa e casa-trabalho.

Caberá ao Poder Executivo editar os atos necessários para a regulamentação do seguro, definindo valores e demais condições de concessão do benefício.

Tramitação

O texto será analisado conclusivamente pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Veja a Proposta na Íntegra do PL 1351/2015

Fonte: Agência Câmara Notícias

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Tipos de seguros

Conheça os tipos de seguros, como vida, acidentes pessoais, saúde, residência e entre outras dicas para contratar uma apólice de seguros.

A contratação de um seguro é item obrigatório em alguns casos e altamente recomendável em outros. Segurar um bem, seja ele qual for é para muitos a garantia de que o investimento, seja financeito, cultural, sentimental e outros serão preservados caso aconteça algum acidente, roubo ou qualquer ação que leve ao dano ou perda do bem.

Hoje existe inúmeros tipos de seguros, começando pelo seguro de vida que inclusive é obrigatório em algumas circunstâncias, por exemplo quando você faz um financiamento imobiliário de longo prazo. Depois há o seguro de veículos, residêncial, de saúde, educação e outros.

Veja abaixo alguns tipos de seguros e como eles funcionam.

Seguro de vida – São três modalidades existentes neste tipo de seguro, podendo ser elas:

Individual –  Normalmente o valor a ser pago pelo seguro de vida individual é calculado de acordo com a idade do segurado ao iniciar a aquisição do seguro, que por certo tempo o segurado paga pelo seguro, mas ainda não está coberto pelo mesmo.
Em grupo – O seguro em grupo costuma ter seu custo bem mais baixo, também e adquirido pelo segurado por meio da empresa que trabalha ou alguma associação de classe que represente o segurado.
Resgatáveis em vida – Este seguro é feito da seguinte maneira, o segurado adquiriu o seguro resgatáveis em vida, e paga como se fosse uma conta  longa de muitos anos, e se necessitar deste dinheiro sem que o contrato chegue á terminar, será devolvido o valor proporcional ao que foi pago.
Seguro de acidentes pessoais

O segurado ou seus beneficiários são indenizados quando ocorrido um acidente sofrido pelo segurado, o seguro de acidentes pessoais  oferece duas coberturas básicas sendo uma por morte e a outra por invalidez permanente, e ainda mais duas adicionais, por despesas médico-hospitalares e outra por diárias de incapacidade temporária.

Seguro-saúde

O segurado é reembolsado pelas despesas tidas com cirurgias, exames, tratamentos, consultas médicas e estadias em hospitais realizadas pelo segurado. O seguro-saúde não deve se confundido com planos de saúde, os quais dão direitos a realizar procedimentos em troca de uma parcela mensal.

Seguro-residência

Este seguro inclui além de seguro contra incêndio, queda de raios e explosão, há  também contrato contra desmoronamento, alagamento, impacto por veículos, queda de aeronave, roubo, explosão seca, dano elétrico, queimadas em zona rural, vendaval, ciclone, furacão, etc.

Seguro-educação

Este garante aos indicados pelo segurado, que quando o mesmo vier a falecer, o seguro garante a educação podendo cobrir os estudos até a universidade e ainda as despesas com livros, de acordo com o que estiver em contrato.

Conheça outros seguros neste link

Algumas dicas úteis e importantes quando for assinar um contrato de seguro:


  1. Reflita seriamente sobre suas reais necessidades para não pagar por coberturas supérfluas.
  2. Escolha o tipo de seguro baseado no risco de o sinistro acontecer e no prejuízo que você ou sua família terão.
  3. Faça pesquisa de preços.
  4. Verifique se o corretor é autorizado pela Susep e consulte o Procon sobre a seguradora.
  5. Verifique vantagens e desvantagens das coberturas e do valor da indenização e guarde folhetos, propagandas ou ofertas.
  6. Não acredite em informações que não constem na apólice.
  7. Fuja dos seguros de vida que alteram as taxas a cada aniversário do segurado. Escolha os seguros com taxas constantes.


Essas e outras dicas estão disponíveis em:

http://www.senado.gov.br/noticias/jornal/cidadania/seguros/not03.htm
http://www.senado.gov.br/noticias/jornal/cidadania/seguros/not04.htm

Fonte: Luis.Blog.br

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Gestores procuram proteção

Lava Jato faz aumentar sinistralidade no seguro D&O.

A Operação Lava Jato, maior investigação sobre corrupção conduzida até hoje no Brasil, mexeu profundamente com a economia nacional. A operação acabou derrubando membros da cúpula da maior empresa brasileira, a Petrobras, além depolíticos, donos e executivos de outras grandes empresas do país.

Os reflexos da operação acabaram sendo sentidos também no mercado de seguros. A sinistralidade do seguro de responsabilidade civil (RC) Directors and Officers (D&O) – que tem por objetivo proteger o patrimônio das pessoas físicas que ocupam cargos ou funções diretivas na empresa – aumentou continuamente ao longo de 2014, chegando a 115% no último trimestre do ano. Ou seja, para cada 100 reais em prêmios efetivamente contabilizados nessa apólice, as seguradoras tiveram de desembolsar 115 reais em indenizações.

O Diretor e Coordenador da Cátedra de Seguros e Danos – Riscos Financeiros, da Academia Nacional de Seguros Privados (ANSP), Edmur de Almeida, explica que qualquer terceiro pode reclamar prejuízos causados por atos ou omissões no exercício da atividade de gestão: “os sócios da empresa, acionistas, governo, consumidores, a própria empresa, enfim, qualquer terceiro pode acionar o gestor de uma empresa se sentir-se lesado. O Seguro D&O protege o patrimônio destas pessoas físicas”, conta.

De fato, este seguro garante indenização de danos decorrentes de eventual tomada de decisão desses altos executivos que prejudicaram terceiros. É uma proteção ao patrimônio pessoal do executivo em processos movidos contra a pessoa física, decorrentes de atos de sua gestão. Mas atenção: o seguro só indeniza a responsabilidade civil, isto é, quando não há intenção de prejudicar o outro. Quando há intenção, a responsabilidade é penal e não dá direito à indenização. Porém, a exclusão só é feita após sentença definitiva referente a essas acusações.

Vendas aumentaram

Agravada pelos desdobramentos da Lava Jato, a atual crise econômica vivida no país também teve seus efeitos sobre o setor, mas de uma maneira mais positiva, aumentando a procura por este tipo de proteção.

Almeida explica que isto se deve a fatores como receitas menores das empresas, aumento da concorrência, pressão por crescimento, fiscalização acirrada de impostos, entre outros. “O produto tem tido muita procura por parte de executivos que atuam em empresas e órgãos que estão mais sujeitos a fiscalizações rigorosas, como o Banco Central (BACEN), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Tribunal de Contas da União (TCU) e outros. Por outro lado, a procura por parte de pequenos e médios empresários também tem crescido muito. Algumas seguradoras têm, inclusive, produtos desenhados especialmente para esta faixa de consumidores”, comenta.

Apesar do aumento nas vendas, as seguradoras precisam ficar atentas. Almeida conta que a tendência é que elas se tornem mais rigorosas na aceitação (subscrição) de riscos e podem, por exemplo, excluir do seguro reclamações decorrentes de fraudes e corrupção. “Indenizações de custas judiciais têm sido bastante altas, consumindo, às vezes, todo o valor do seguro. Uma outra opção pode ser especificar a verba para esta cobertura”, sugere.

Setores com maior dificuldade de subscrição

Em função de os maiores desvios e pagamentos de propina verificados até o momento pela Lava Jato serem oriundos dos setores de óleo e gás e empreiteiras, as seguradoras têm tido um cuidado ainda maior ao fazer a subscrição dos riscos de gestores destes setores.

“Outros setores que também estão vivendo dificuldades de subscrição são as indústrias siderúrgica e cimenteira, porque produzem commodities que atualmente estão muito pressionadas pelo baixo preço”, ressalta Almeida.


Qual a diferença entre responsabilidade civil e penal?

Existe uma grande diferença entre responsabilidade civil e penal. Enquanto a primeira é caracterizada pela falta de intenção de prejudicar o outro, a penal é reconhecida quando existe vontade deliberada de causar dano, sendo o seu responsável sujeito ao cumprimento de pena.

Como a responsabilidade civil está presente em toda a atividade humana, o seguro de RC tem amplo espectro de coberturas: do automóvel à residência, passando pelos serviços prestados por profissionais autônomos, como médicos, dentistas, advogados, arquitetos, engenheiros, corretores de seguros e contadores, entre outros.

As apólices são diferenciadas, de acordo com a atividade exercida e o risco apresentado. Um exemplo é o seguro oferecido para diretores e executivos de empresas, que garante proteção para o profissional em caso de um processo motivado por uma decisão administrativa que tenha trazido prejuízo aos acionistas.

Quando menos se espera, situações rotineiras podem se transformar em problemas mais sérios. Você sai para passear com seu cão, um dog alemão, treinado, obediente, incapaz de atos impulsivos, mas de repente ele ataca alguém que teve a infeliz idéia lhe fazer um afago.

Aí está um problema que, se não puder ser resolvido amigavelmente entre as partes – responsável e prejudicado –, tem boas chances de acabar num tribunal. Mesmo depois de um acordo amigável, nada impede que a vítima ingresse com uma ação na Justiça.

Supondo que esse alguém atacado pelo dog alemão seja um dentista, que teve uma das mãos gravemente ferida, você poderá ter pela frente uma conta bem alta para pagar, se o prejudicado entrar com um processo pedindo indenização e vier a ganhar a causa.

Dependendo da lesão, além dos custos de médico, hospital, remédios, custas processuais e advogado, você poderá ainda ser obrigado a indenizar essa pessoa pelo tempo que ela não puder trabalhar ou até pelo resto da vida, se ficar constatada a sua incapacidade para o exercício da profissão.

Os tribunais estão repletos de ações movidas por vítimas de animais de estimação. Uma delas, publicada pelo site Consultor Jurídico, foi a que condenou o dono de um pit bull que decepou a cabeça de um vira-latas, em Presidente Prudente (SP), a pagar R$ 4,1 mil, por danos morais, à dona de casa que perdeu seu animalzinho de estimação, dentro de sua residência. A decisão foi da 5ª Vara Cível daquela cidade.

Na sentença, o juiz afirmou que a responsabilidade do dono do pit bull era indiscutível. “O Código Civil, no seu artigo 936, preceitua: O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior” - sentenciou o juiz.

Fonte: Tudo Sobre Seguros.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Seguro residencial e de condomínio: fique totalmente protegido

Seja em áreas comuns do prédio, seja dentro de casa, vale se prevenir contra possíveis danos e contratempos, como os provocados por incêndio, explosão, furto e roubo. Para isso, entram em cena dois tipos de seguro: o condomínio e o residencial.

E se você pretende proteger sua família, assim como seus bens, nada melhor do que ficar por dentro do assunto. Se a explosão do botijão de gás presente no salão de festas, por exemplo, danifica seu apartamento, sabe quais são os seus direitos? Se a resposta é negativa, encontre aqui a solução para essa e outras perguntas relacionadas ao tema.

De acordo com o Código Civil Brasileiro, o seguro condomínio é obrigatório tanto para prédios residenciais como para comerciais e mistos. Hotéis, flats e shoppings também fazem parte dessa lista. A contratação é responsabilidade do síndico. Caso o condomínio não tenha seguro e aconteça algum acidente, ele pode ser processado por perdas e danos e ainda ser obrigado a ressarcir os moradores utilizando o seu próprio patrimônio.

A cobertura básica simples garante o ressarcimento de prejuízos causados por incêndio, queda de raio e explosão. Contudo, outras coberturas podem ser acrescentadas ao contrato. As contra vendavais e problemas elétricos são algumas delas. Outra possibilidade é a cobertura contra roubo e furto de bens do condomínio.


Características do seguro condomínio:
Obrigatório por lei.


  • Protege toda a unidade do prédio e as partes comuns do condomínio. 
  • A cobertura mínima exigida deve garantir indenização em caso de incêndio, raio e explosão. Entretanto, é possível contratar coberturas adicionais. 
  • Na cobertura básica, a franquia é limitada a 10% do total segurado. 
  • O valor pode ser dividido entre os condôminos de forma igual ou em função da fração do imóvel.
  • Áreas comuns estão protegidas


Nos condomínios horizontais, onde cada morador é responsável pela construção da sua casa, o seguro é feito só para as áreas comuns, como portaria e playground. Já nos verticais, os apartamentos também estão protegidos.

Isso significa que, caso a explosão provocada pelo botijão de gás do salão de festa afete seu apartamento, você será ressarcido. O mesmo acontece se uma explosão fora do condomínio for capaz de quebrar as vidraças da sua janela.

Porém, atenção: essa cobertura garante apenas indenização dosprejuízos causados à estrutura física - paredes, pisos, tubulação, pintura, etc. Móveis, roupas, eletrodomésticos e eletrônicos não estão incluídos.

Se acontecer o contrário - um botijão de gás explode na cozinha de um dos condôminos e danifica o hall onde fica o elevador, a seguradora tende a cobrir o dano provocado na área comum. Entretanto, pode ser que ela acione judicialmente a pessoa que provocou o estrago e cobre o prejuízo. Já a avaria na cozinha fica por conta do próprio morador, pois foi ele quem causou o acidente.


Seguro residencial é facultativo 

Assim como o seguro condomínio, o residencial exige o pagamento de franquia. Ambos também eliminam de seus contratos diversas coberturas (veja mais no quadro "Exclusões"). Por outro lado, ele é opcional e visa proteger especificamente a sua casa ou o seu apartamento - seja só a estrutura física ou ainda os bens materiais que você possui ali dentro.

E se engana quem o vê como inacessível. A despesa anual não costuma ultrapassar 0,2% do valor do imóvel. Dessa forma, mesmo que o prédio tenha seguro condomínio, vale a pena investir no residencial.


Características do seguro residencial:
Opcional.


  • Protege somente a residência e os bens do imóvel segurado.
  • A cobertura básica prevê ressarcimento no caso de incêndio, raio e explosão. Outras opções de cobertura podem ser adicionadas ao contrato.
  • Há cobrança de franquia, mas sem limite de teto. 
  • O custo com o seguro residencial é de responsabilidade do segurado contratante.
  • Exclusões que os seguros não cobrem:
  • Danos decorrentes do desgaste natural pelo uso e deterioração gradativa.
  • Estragos provocados por atos de hostilidade, tumulto ou motim. 
  • Prejuízos causados por inundação, alagamento ou qualquer outra convulsão da natureza. 
  • Avaria ocasionada por manutenção deficiente ou inadequada. 
  • Danos que já existiam no imóvel, tendo sido eles declarados ou não pelo segurado. 
  • Problemas provenientes de sobrecarga elétrica, inclusive devido à queda de raio fora do terreno do estabelecimento segurado.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

OS AVIÕES DE PASSAGEIROS MAIS SEGUROS DO MUNDO


Afinal de contas, existem aviões mais seguros que outros? Um site voltado ao medo de voar, o AirSafe, decidiu criar um índice de acidentes por milhão de voos, ou seja, quantos infortúnios ocorrem a cada milhão de decolagens. Os números deixam claro, no entanto, como a aviação comercial avançou nas últimas décadas. Modelos conhecidos como o Boeing 737, usado no Brasil pela Gol, apresentam índices cada vez mais baixos que as gerações anteriores. Enquanto os primeiros 737-100 e 200 (usado pela Vasp e Varig) tiveram 49 acidentes fatais em cerca de 35 milhões de voos, a nova geração tem índice quase oito vezes mais baixo.

A lista, é claro, não é exata, afinal há dados incompletos, mas dá uma boa ideia das chances remotas de um acidente acontecer. Mesmo um jato extremamente confiável como o 777, da Boeing, é na prática mais seguro do que a estatística pura do site mostra. Ele teve três acidentes graves, mas nenhum deles foi causado por problemas do aparelho em si. Enquanto o primeiro acidente ocorreu por um erro do piloto (Asiana Airlines em San Francisco) ou outros dois casos envolvem aeronaves da companhia Malaysia Airlines. Como se sabe, um deles foi derrubado por um míssil de rebeldes ucranianos e outro desapareceu dos radares e até hoje não foi encontrado – as maiores suspeitas apontam um desvio voluntário do comandante do jato.

No ranking do site AirSafe, um avião se destaca de todos por ter passado incólume até hoje, o quadrirreator A340, da Airbus. O jato de longo alcance está em serviço desde 1993 e nunca teve acidente grave. Hoje, nada menos que 227 aviões ainda estão em operação, incluindo algumas rotas para o Brasil como Munique-São Paulo (Lufthansa) e Madrid-Rio de Janeiro (Iberia). Além dele, outros três modelos mais modernos nunca tiveram acidentes em sua folha corrida: o Boeing 747-8, o 787 e o A380, o maior avião do mundo e que esteve recentemente no país. Os três, no entanto, têm ainda um histórico recente comparado ao A340, mas é bastante provável que tenham uma carreira bastante segura graças ao avanço da tecnologia aeroespacial.

Do Bandeirante aos E-Jets

A Embraer figura na lista com um respeitável 5º lugar graças ao ótimo histórico da família E-Jet, que inclui o Embraer 170, E175, E190 e E195. Com mais de 1,1 mil aviões em serviço, o jato registrou apenas um acidente fatal. É uma situação oposta a do primeiro avião comercial da empresa, o Bandeirante. Segundo a AirSafe, 28 unidades foram perdidas em cerca de 7,5 milhões de voos desde o começo da década de 70. Outro avião da Embraer, o turboélice Brasilia, revela um avanço imenso em relação ao seu irmão mais velho: de 3,07 acidentes por milhão de voos deste último, a média caiu para 0,71 no EMB-120, sigla do Brasilia. Parece pouco, mas os E-Jets possuem uma média significativamente menor, de apenas 0,05 acidente a cada um milhão de decolagens.

Chance mínima

O levantamento site comprova que as chances de um acidente aéreo, por mais que pareça comum, é rara na realidade. Numa hipótese simples, se um avião como o Airbus A320, um dos mais populares do mundo, mantivesse uma média de 10 voos diários ele precisaria de mais de 2,7 mil anos para se acidentar. Já num Boeing 737 antigo, que tem uma média mais elevada, esse tempo seria de cerca de 450 anos. Isso, claro, se houvesse apenas um avião em operação e que ele pudesse resistir a tantas horas de voo.

Fokker 100 seguro

Entre os 20 aviões mais seguros consta até mesmo o Fokker 100, jato que saiu de operação no Brasil na semana passada e que acabou vendo sua imagem prejudicada após o acidente com um exemplar da TAM em 1996. A aeronave, no entanto, teve cinco acidentes graves em  mais de 10,5 milhões de voos, um índice respeitável de 0,18 acidentes por milhão de decolagens.

Fonte: Air Way.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Seguro para animais de estimação

O Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e Inglaterra.

Tem gente que cuida do seu animal de estimação (“pet” em inglês) como se fosse um filho. Roupas, brinquedos, rações especiais, tratamentos de beleza e até carrinho para passear na rua são alguns mimos de que os donos não abrem mão,sempre querendo dar o melhor para seu bichinho.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e a Inglaterra.  O grande número de pet shops espalhadas país é um reflexo do crescimento do setor e os números da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) confirmam: a paixão pelos pets movimentou, em 2014, R$ 16 bilhões, 8,2% a mais que no ano anterior.

O difícil para muita gente é cuidar adequadamente da saúde e segurança dessas criaturinhas que amamos. Cuidados com vacinas, exames, entre outros, podem ser caros e pegar os donos desprevenidos, mas existe no mercado um seguro específico para auxiliar nestas e em muitas outras situações.

De fato, existem seguradoras que comercializam o seguro PET. A AIG é uma delas, tendo desenvolvido, em 2013, um produto que cobre proteção para cães e gatos. Ele tem condições bem semelhantes a um Seguro Saúde, prevendo reembolso de despesas com veterinários. “Para os donos significa mais economia, pois as parcelas do seguro custam em torno de R$ 20,00, cabem no orçamento familiar. Além disso, ele garante o reembolso de gastos inesperados e dá liberdade para escolher o veterinário que quiser”, explica Henrique Faria, Gerente de Produtos da AIG Brasil.

O produto cobre ainda despesas com funeral e cremação, além de responsabilidade civil. “Ele protege o dono caso seu animal de estimação provoque morte a terceiros, dano material à propriedade de terceiros, bem como morte ou danos corporais a outros cães e gatos domésticos”, complementa Faria.

Perguntado sobre se o seguro PET cobre um crime que tem se tornado comum em todo o país – o roubo de animais – o executivo alertou que não, o que mostra que o produto ainda agregar coberturas importantes para os clientes.

Inovações no seguro

Além das coberturas por morte, acidente e de despesas veterinárias, que são as mais comuns, há ainda uma grande variedade de serviços adicionais oferecidos pelos seguros PET disponíveis no mercado. Alguns produtos incluem indicação de clínicas veterinárias, auxílio para compra de outro bichinho de estimação em caso de morte do animal assistido, entrega de ração em domicílio, indicação de spa canino, entre outros.

O seguro criado em parceria entre a Yasuda Seguros e a Pet Assist, empresa especializada em assistência a cães e gatos, por exemplo, oferece ainda uma cobertura para o animalzinho em caso de morte do dono, garantindo que ele seja levado, de qualquer cidade do país, para o “Lar Animal”, um sítio localizado em São José dos Campos (SP) com serviços como veterinário, passeador e cuidador.

Já o produto intermediado pela Segurar.com, com apólice da MetLife, tem ainda outra característica diferenciada: em caso de lesão ou doença do dono, que o impeça de cuidar do animal assistido, será oferecido para o bichinho transporte de ida e volta e hospedagem em um hotel especializado.

Portanto, na hora de contratar o seguro, é importante ler atentamente cada cláusula e verificar se o produto atende todas as suas necessidades.

Fonte: Tudo sobre Seguros.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ônibus estava regularizado, mas não tinha seguro

Acidente na BR-280 bdeixou cinco mortos no fim de semana (Foto Leo Munhoz / Agência RBS)





ANTT diz que responsável pela viagem é a empresa Miro Tur e que a dona do ônibus não é autorizada a prestar o serviço. Na Polícia Civil, os dois devem ser ouvidos

O ônibus que se envolveu no acidente que matou cinco pessoas no fim de semana na BR-280, em Corupá, estava regularizado junto à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), tinha Certificado de Segurança Veicular (CVS), estava autorizado para fazer a viagem de Sombrio a Foz do Iguaçu, mas não tinha seguro. 

A informação, repassada pela ANTT em resposta a um pedido da reportagem de A Notícia, esclarece uma série de dúvidas em relação ao veículo e à responsabilidade pela viagem. 

Segundo a ANTT, Nair Godinho Teixeira é a proprietária do veículo de placas CRY 9343, fabricado em 1999, que está sendo usado em comodato com a empresa Miro Tur, de Claudemir Machado, e com Certificado de Registro para Fretamento (CRF) válido até 21 de julho de 2016. 

Foi emitida uma autorização de viagem para o ônibus, com saída de Sombrio no dia 20 de novembro e destino em Foz do Iguaçu, no Paraná, e passagem por Ciudade del Lest, no Paraguai. O retorno a Sombrio estava previsto para o domingo, ao meio-dia. 

— Quanto ao seguro vencido, a ANTT irá apurar a responsabilidade da empresa, uma vez que ela declarou que possuia seguro de responsabilidade civil — diz a nota emitida pela agência. 


Porém, para a ANTT, quem deve responder pela viagem é a Miro Tur, que tem cadastro e está regularizada junto à agência. Segundo a nota, a dona do veículo, Nair Godinho Teixeira, não autorizada a prestar os serviços de fretamento perante a ANTT.

Porém, segundo o delegado Adriano Spolaor, todas as pessoas envolvidas serão ouvidas e podem ser indiciadas. Ele já abriu um inquérito e pediu a análise do Instituto Geral de Perícias (IGP).

O dono da Miro Tur, Claudemir Machado, disse que "emprestava" o CNPJ e as notas da Miro Tur para que Nair pudese atuar e fazer o transporte de passageiros, já que ela só tem um veículo. Nair Godinho Teixeira admitiu que usa o CNPJ da Miro Tur para fazer viagens para Aparecida (SP) e Foz do Iguaçu (PR) mas garantiu que a documentação está em dia. Os dois devem ser ouvidos pela Polícia Civil.

Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Mitos e Verdades sobre o seguro residencial

O seguro para residência ainda é visto como algo de preço elevado ou que nunca será utilizado. Além de possuir um excelente custo benefício, o seguro é um aliado do planejamento financeiro, pois é uma forma de reduzir possíveis prejuízos causados por danos á sua casa. Para desmistificar o produto e mostrar sua importância a Itaú Auto e Residência preparou um guia de mitos e verdades sobre o seguro residencial.

 O seguro residencial é caro?
Mito – Não. Muitas pessoas acreditam que o seguro residencial tem a mesma lógica do seguro de automóvel, custando geralmente 5% do valor do veículo, porém, o seguro residencial custa em média, 0,1% do valor do imóvel. É importante ressaltar que o seguro não considera o valor de compra e venda do imóvel, mas o valor que se gastaria para reconstruí-lo, esse valor é geralmente menor que o valor de compra e venda. Ou seja, o custo de um seguro para proteger sua casa pode custar muito menos do que se imagina.

 O seguro residencial nada mais é do que proteção contra incêndio?
Mito - Ao contratar o seguro residencial, o segurado conta com diversas garantias para a sua residência como.
Veja os exemplos:

01. Incêndio, queda de raio no imóvel segurado e explosão de qualquer natureza, independentemente do local de origem;

02. Vendaval, vento forte e chuva de granizo;

03. Quebra de vidros e espelhos internos e externos, desde que instalados de forma fixa, no imóvel segurado;

04. Desmoronamento e impacto de veículos ou queda de aeronaves;

05. Danos elétricos;

06. Danos a terceiros;

07. Conserto de eletrodomésticos;

08. E um amplo pacote de serviços de assistência com encanador, eletricistas, vidraceiro, limpeza de caixa d´água e muito mais.

 O valor que pago pelo seguro é perdido se eu não tiver nenhum sinistro na minha casa?
Mito – Além das coberturas, o seguro residencial dispõe de uma série de serviços para ajudar tanto na manutenção da casa, como em pequenos imprevistos do dia a dia. Nos casos de emergência, um profissional, credenciado pode ser enviado para fazer os reparos ou minimizar o problema até que tudo seja definitivamente resolvido. Entre esses reparos estão inclusos serviços de chaveiro, eletricista, encanador, vidraceiro, limpeza de caixa d’água etc.

Fonte: Portal Nacional de Seguros.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Seguros

Em um segmento importante para quem quer dormir tranquilo, companhias conquistam clientes oferecendo serviços diversos

Do carro à casa, o mercado de seguros vem crescendo no país. A expectativa é que o setor avance 12% neste ano, de acordo com previsão feita pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Pelo terceiro ano seguido a marca mais lembrada pelos cariocas, a Porto Seguro tem hoje no Rio cerca de um milhão de clientes. Em média, cada um de seus segurados tem duas apólices.

Na opinião de Sérgio Mendonça, diretor da empresa no Rio, a busca por seguros vem aumentando porque as pessoas estão preocupadas em proteger seu patrimônio, diante da crise econômica.
— Estamos em um momento de insegurança — diz.

Com mais de 25% de participação no mercado de seguro para veículos, a Porto Seguro também investe pesado no patrocínio de peças teatrais e de informações de trânsito em parceria com a CET-Rio, além de garantir descontos em vários estacionamentos na cidade.

Já a SulAmérica, que neste ano ficou novamente como a segunda marca mais lembrada pelos cariocas na categoria, em 2015 completa 120 anos. Em sua lista de ações está a Rádio SulAmérica e o centro de convenções que leva seu nome na Cidade Nova, no Rio. E, entre os serviços diferenciados, o Motorista Amigo, que busca o segurado que não estiver em condições de dirigir.

— Tentamos fazer com que nossa marca esteja no dia a dia dos cariocas. Por isso, investimos em teatro e ações ao ar livre como corridas de rua. O Rio é o nosso segundo maior mercado. Estamos bem, apesar da crise — afirma Zeca Vieira, diretor de Marketing da SulAmérica, lembrando que no segundo trimestre deste ano a companhia registrou lucro líquido de R$ 123,5 milhões, uma alta de 130% em relação ao mesmo período de 2014.

Em terceiro lugar aparece a Bradesco Seguros, que patrocina os Jogos Olímpicos do Rio e pelo 20º ano financia a Árvore de Natal da Lagoa. Alexandre Nogueira da Silva, diretor de Marketing da empresa, cita ainda o Museu de Arte Moderna como um dos pilares culturais no Rio.

— Temos muita afinidade com o Rio. Afinal, a sede é no Rio. O mercado de seguros tem um potencial de crescimento muito grande. Isso porque somente 14% das casas no país têm seguro — destaca Nogueira, lembrando que o setor de seguros representa 6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas no país).

A Itaú Seguros, que ficou na quarta colocação, teve no primeiro semestre deste ano receita de R$ 3,251 bilhões.

Fonte: O Globo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Seguro da Samarco não cobre todos os custos civis após desastre em MG




Bombeiros vasculham Bento Rodrigues, distrito arrasado pelos rejeitos de minério. Foto: Corpo de Bombeiros (UOL)

O seguro da Samarco referente à responsabilidade civil sobre o rompimento de barragens em Mariana, Minas Gerais, não será suficiente para pagar gastos com recuperação de áreas atingidas e multas, afirmou o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani.

O executivo, que participou de teleconferência com analistas nesta segunda-feira, explicou no entanto que a apólice contempla valor "expressivo" relacionado ao risco operacional, para recompor valores relacionados a gastos com danos materiais às estruturas da empresa e com a interrupção de negócios da mineradora.

"Mas no que diz respeito a responsabilidade civil, o seguro da Samarco é bem inferior já aos primeiros valores que estão se discutindo de indenizações. Por exemplo, ele é inferior a própria multa que o Ibama já aplicou à companhia", disse Siani.

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff responsabilizou a Samarco pelo desastre provocado pelo rompimento das duas barragens Minas Gerais e anunciou uma multa "preliminar" de 250 milhões de reais à companhia a ser aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A Vale tem 50 por cento da Samarco, em parceria com a BHP Billiton.

As ações da mineradora brasileira aceleraram perdas durante a teleconferência. O papel preferencial caía 2,4 por cento às 15h50, enquanto o Índice Bovespa tinha ganhos de 0,4 por cento.

O executivo reiterou o compromisso da Vale de dar suporte às atividades da Samarco necessárias para que sejam mitigados todos os danos ambientais e sociais causados pelo rompimento das barragens que despejaram toneladas de lama, inundando localidades e poluindo o importante Rio Doce, que abastece muitas cidades em Minas Gerais e Espírito Santo.

O executivo frisou que além de "ser o certo a fazer", a recuperação de danos ambientais e o suporte para a recuperação de comunidades serão necessários para que as mineradoras obtenham as aprovações das autoridades para que Samarco volte a operar na região do desastre.

"A Samarco tem condições de gerar um caixa através da venda de alguns serviços e da venda de energia, por exemplo, que seria aproximadamente equivalente aos seus custos fixos", declarou.

Fonte: Reuters.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Seguro para Samarco é bem maior que R$1 bi, diz fonte

A apólice para cobertura dos prejuízos à Samarco decorrentes do rompimento de duas barragens de rejeitos de mineração na cidade de Mariana (MG), na semana passada, supera em muito a cifra de 1 bilhão de reais, disse nesta segunda-feira uma fonte a par do assunto.

"É muito maior que 1 bilhão de reais a apólice de properties", disse uma fonte com conhecimento do assunto e que pediu para não ser identificada, porque os contratos não são públicos.

A apólice de properties cobre prejuízos de danos materiais causados pelo acidente à companhia, uma joint venture entre a Vale e a australiana BHP. A fonte não soube dizer se o contrato inclui eventuais perdas de receitas devido à paralisação da unidade.

A Samarco tem capacidade de produzir 30 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro ao ano, o que corresponde a cerca de 2 por cento do mercado global, destacaram analistas.

Nesta tarde, O governo de Minas Gerais embargou todas atividades da mineradora Samarco na região do acidente, que deixou 25 desaparecidos e 601 desabrigados até o momento.

Ainda segundo a fonte, o valor desta apólice é bem maior do que a feita para cobrir custos de responsabilidade civil.

A corretora Willis confirmou à Reuters que intermediou ambos os contratos, mas não detalhou informações, alegando que os contratos são sigilosos.

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, a apólice de properties tem como líder a norte-americana ACE. A unidade no Brasil da seguradora canadense Fairfax confirmou que tem uma participação pequena nesta apólice, sem mencionar o percentual.

A ACE é a seguradora que comprou a carteira de grandes riscos do Itaú Unibanco por 1,515 bilhão de reais, operação anunciada em 2014.

Consultada, a ACE afirmou que "não faz comentários sobre catástrofes individuais ou perdas específicas".

Já o seguro de responsabilidade civil é de responsabilidade principal da Allianz, segundo a mesma fonte.

A Allianz disse que não comentaria o assunto.

A Samarco não respondeu a um pedido de comentário até a publicação desta reportagem.

Fonte: Reuters.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Norma da ANAC criará oportunidade para corretores

Um amplo nicho de mercado surgirá para corretores e seguradoras já no iníco do próximo ano, a partir da vigência das novas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para o uso de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs), sejam drones, vants (Veículos Aéreos Não Tripulados) ou aeromodelos. Entre essas novas normas, que serão divulgadas até dezembro, está a obrigatoriedade de contratação de um seguro para as operações desses equipamentos, com cobertura de danos a terceiros.  Apenas os órgãos de segurança pública e de defesa civil estarão isentos da contratação obrigatórias do seguro.

Segundo a ANAC, a medida visa a preservar a segurança das pessoas. No exterior, esse tipo de seguro já é bastante comum. Em recente entrevista para a publicação Business Insider , o diretor da AIG, Mike Brady, projetou um futuro promissor para as seguradoras que explorarem esse novo mercado.

Segundo ele, pesquisas recentes indicam que mais de 160 mil drones voam anualmente. Na avaliação do executivo da AIG, esses vôos  criam riscos, que precisam estar devidamente cobertos. Por essa razão, algumas seguradoras já comercializam seguros para esse equipamento, com coberturas para o aparelho ou para terceiros, em casos de acidentes.

Além disso, Brady acentuou que os drones também poderão ser muito utilizados pelas próprias seguradoras, principalmente para chegarem mais rapidamente aos locais de desastres e de acidentes, facilitando o acesso aos mesmos.  Algumas companhias já obtiveram, inclusive, a licença para utilizarem drones empresariais.

Segs.com.br - Portal Nacional de Seguros

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Corretores chegam a consenso e resolvem ter uma única autorreguladora

As entidades representativas dos corretores de seguros, incentivados pelo superintendente da Susep, Roberto Westenberger, e com apoio da Confederação Nacional das Empresas de Seguros, Previdência e Capitalização (CNSeg), decidiram instituir uma única autorreguladora para os profissionais da área, que atuará como órgão auxiliar da Superintendência. Conforme o Termo de Ajustamento de Acordo e Compromisso Formal (TAACF), assinado pelos sindicatos de corretores do Rio de Janeiro e São Paulo, Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e CNSeg, o Instituto Brasileiro de Autorregulação (Ibracor) passa a ser a única entidade de autorregulação do setor.

De acordo com o Termo de Ajustamento, a Fenacor se compromete a realizar uma Assembleia Geral Extraordinária, impreterivelmente, até o dia 29 de novembro, com a presença dos representantes dos sindicatos de corretores de seguros associados e fundadores mantenedores do Ibracor, tendo como objetivo deliberar sobre a aprovação da admissão do Sincor-RJ, que passará a ter direitos e obrigações equivalentes e iguais aos dos associados fundadores mantenedores, nos termos do Estatuto da entidade em vigor.

Na mesma Assembleia será feita uma alteração estatutária, acrescentando mais uma diretoria na administração do Ibracor, definindo ainda suas atribuições e competências e elegendo o diretor que deverá ter conhecimento técnico e reputação ilibada, indicado previamente pelo Sincor-RJ, para cumprimento de mandato de igual período dos atuais diretores do Instituto. O diretor indicado não poderá ter nenhum vínculo com a Diretoria e o Conselho Fiscal do Sindicato.

Ficou acertado ainda, de acordo com o TAACF, que o Sincor-RJ irá solicitar à Susep o cancelamento do pedido de registro da entidade autorreguladora Rio Arcos ou de qualquer outra. O Sincor-SP também se comprometeu, conforme o acordo, a não solicitar nenhum tipo de registro de entidade autorreguladora. Os signatários se comprometem ainda a realizar uma atuação conjunta e harmoniosa com a Diretoria do Ibracor, cedendo, inclusive, espaço físico em suas estruturas para a atuação do Instituto.

Assinaram o acordo: Armando Vergílio dos Santos Júnior, pela Fenacor; Henrique Jorge Duarte Brandão, pelo Sincor-RJ; Alexandre Milanese Camillo, pelo Sincor-SP; Marco Antonio Rossi, pela CNSeg; e o superintendente da Susep, Roberto Westenberger.

Fonte: Susep.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Uma habilidade que todo líder deveria ter: simplificar as coisas.

Escutei certa vez uma afirmação que não deveria ter mexido tanto comigo, mas mexeu. Ao participar de um grupo de trabalho numa empresa cliente, à medida que evoluíamos nos detalhes para ter uma solução para um problema, alguém pediu a palavra e disse: “Pessoal, o mundo é um lugar complexo”. Todos pararam e se olharam sem entender nada, e ele continuou: “Vivemos num mundo complicado, acordamos e não sabemos o que irá acontecer ao longo do dia, pois pode ter ocorrido algo lá no Japão que poderá refletir em nosso negócio 12hs depois. Então, não vamos nos prender a detalhes mas, sim, na solução dos problemas”. Naquele momento foi difícil não vir à mente uma afirmação que usamos muito por aqui: “por que simplificar, se podemos complicar as coisas?”.



Lembro-me de um dos hábitos do Covey: “Primeiro o mais importante”. Os líderes devem ter a habilidade de saber definir o que é importante. Esse é o papel do líder, criar um foco simples sobre o que é realmente importante. Você nota se o líder de uma empresa trabalha dessa maneira ao ler a proposta de valor dela. Uma proposta de valor complexa, com certeza demonstrará que nessa empresa existem processos complexos para conseguir entregá-la ao cliente.

Qual a coisa mais importante direcionada à nossa estratégia que devemos trabalhar nesse exato momento? O líder deve ter a resposta para essa pergunta diariamente. Para que a mudança exista, ele deve aplicar a simplicidade em vez da complexidade, para que consiga estabelecer hoje, o curso de ações direcionadas para a execução estratégica.

Como se concentrar, então, no que é importante? Numa folha, anote o primeiro passo a dar, que é definir o problema, e busque o máximo de informação sobre ele. Após ter “destrinchado” o problema de um lado da folha, coloque do outro lado dela algumas possíveis soluções. Feito isso, procure as soluções mais simples. Ao encontrá-las, crie uma história para usar na comunicação com a equipe, focada no futuro, com ideias claras, para que você consiga apoiadores para o seu plano. Feito isso, é hora de “colocar a mão na massa” e colher os frutos desejados.

Fonte: Por Amauri Nóbrega.

Mundo corporativo: Qual a melhor maneira de vencer o jogo?

O mundo empresarial, de acordo com seus desafios e mudanças cotidianas, pode ser encarado como um jogo, onde se ganha ou se perde a todo instante.

O consultor e coach Amauri Nóbrega propõe a seguinte questão: “Quando você entra num jogo, o que vem à sua cabeça? Quer só brincar e passar o tempo, ou vencer e ser campeão? Tempo para pensar...Se a resposta é a primeira opção, obrigado, mas sugiro que você não continue a ler esse texto, pois não lhe acrescentará nada. Se a segunda opção foi a sua escolha, vamos em frente!”.

Amauri diz que, de acordo com suas experiências, verifica que todas as pessoas precisam ter objetivos, sejam individuais ou profissionais: “Esquecendo um pouco a parte pessoal e falando de uma empresa, ninguém abre uma com o pensamento de fechá-la em 2 ou 3 anos. E por que mais de 80% delas fecham nesse período? Elas tinham objetivos, foram criadas com uma visão clara, etc., mas não possuíam uma estratégia, ou seja, não definiram como venceriam o jogo”, diz o especialista.

Existem diversas maneiras de jogar o jogo, de acordo com o consultor, entretanto, ele acredita que apenas duas delas levam ao sucesso: foco em custo e em serviço/produto diferenciado: “Ou você escolhe ganhar do seu concorrente oferecendo um produto similar pelo mesmo preço, mas com um custo mais baixo, ou oferece um produto/serviço diferenciado, com um atendimento personalizado, uma entrega mais rápida, etc., por um preço premium. Nessa última forma, o foco está em manter, aos olhos do cliente, a singularidade do produto/serviço”, diz.

De acordo com Nóbrega, é preciso lembrar que missão e visão não são estratégias. Elas devem existir e ser inspiradoras, mas não podem ser confundidas com estratégia. Elas são o objetivo final e definirão se venceremos ou não: “Após serem criadas, elas têm que inspirar, serem vencedoras e ambiciosas. Muitas vezes, me perguntam se devem ser realistas ou não. Eu devolvo com a seguinte pergunta: Quem inspira mais, os ambiciosos ou os realistas?”, comenta Amauri.

Com um foco estratégico, é necessário definir onde jogar e não jogar e novamente fazer escolhas: “Ter um plano é importante, mas não dirá se você vai ou não ganhar o jogo. A estratégia deve começar com uma ambição (missão e visão), depois definir onde jogar, como vencer, quais são os FCSs (fatores críticos de sucesso). É necessário saber o que precisamos aprender para ganhar o jogo e realizar um acompanhamento de perto (gestão), para fazer os ajustes pertinentes diante da dinâmica que são os mercados atuais, antes que a continuidade da empresa possa estar comprometida”, finaliza o consultor.

Sobre Amauri Nóbrega

É consultor executivo, palestrante, coach, escritor, conselheiro e especialista em estratégia e finanças. Atua há mais de 20 anos na área de tecnologia e desenvolvimento do Capital Humano. É um palestrante bem requisitado nas áreas de Estratégia, Mudança e Desenvolvimento Organizacional, Gestão de Pessoas, Liderança, Finanças e Governança Corporativa e Familiar.

Sócio fundador da “Cinco Global”, empresa especializada em projetos de consultoria em Gestão Estratégica, é também bacharel em Administração de Empresas com especialização em Marketing, MBA em Controladoria e Finanças Empresarial pela FGV, EPM em Marketing pela University of Miami – School of Business Administration, Strategic Negotiation pela YALE School of Management, HR Strategy pela University of MICHIGAN e Certified Board Member (CCI) pelo IBGC.

Fonte: RZT Comunicação,

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O Segredo de vida e carreira para ter sucesso na crise.

Planejar é Preciso!

Identificar, estar Preparado, Aproveitar as Oportunidades e se Defender das Ameaças! Planejamento estratégico pode ser o grande diferencial para a o profissional que deseja obter mais sucesso em 2016, 2017 e 2018.

Os profissionais precisam hoje fundamentalmente ter um rumo, uma visão de futuro para que possam assim buscar e alcançar todos os resultados almejados.

Fundamentalmente a análise do ambiente externo (cenários, oportunidades e ameaças), deve ser altamente conhecida, bem como a análise do ambiente interno (forças/pontos fortes e fraquezas/pontos fracos), para que os profissionais possam estar preparados para aproveitar as oportunidades e se defenderem das ameaças (concorrentes, por exemplo).

Bem como desenvolver estratégias de expansão de mercado, liderança em diferenciação, custos e foco, Para serem únicos no seu mercado (dentro e fora das empresas)!

Ou seja, se preparar e estar preparado hoje, para aproveitar o hoje e o amanhã!

Para os profissionais, o final e o início do ano são as épocas de fazer um balanço dos resultados da sua vida pessoal e profissional. Nem sempre os mesmos são satisfatórios. O motivo: falta de planejamento e muito foco em apagar incêndios do dia a dia.

Os profissionais devem ter um rumo definido ano a ano. Porém, não são todos os funcionários/colaboradores que entendem a importância de definir suas estratégias, objetivos e metas de negócio. “Sem saber que rumos dar à sua vida e carreira, o profissional deixa o desenvolvimento e o crescimento de sua vida, e carreira, à mercê do destino e da empresa que trabalha.”.

O segredo do sucesso, segundo Alexander, é o planejamento estratégico de vida e carreira. Quando for estabelecer os planos para sua marca, o profissional precisa pensar a curto, médio e longo prazo. “Quando se planeja pensando em 2016, 2017 e 2018, é possível contemplar o futuro e estar muito mais preparado para aproveitar as oportunidades e se defender das ameaças do mercado.”. Ou seja, está muito mais preparado e com muito mais foco!

Planejar estrategicamente não é uma missão impossível. O profissional deve seguir três passos, independente do nível hierárquico que se encontra. O primeiro é definir para onde a o profissional deseja ir. “Esta ação descreve o direcionamento que o profissional deseja dar a sua vida e carreira. Para isso, ele deve definir, respeitar e seguir a sua visão, missão, seus valores e códigos de ética.”, complementa, pois os valores de um profissional dão suporte à missão (o que ele faz hoje) e rumo à visão (o que ele quer ser) de futuro.

A segunda etapa é um diagnóstico atual do profissional. Segundo Alexander, é preciso analisar profundamente o ambiente externo em que se encontra (neste caso fora dele significa dentro da empresa em que trabalha e no mercado lá fora.). “Deste modo, se conhece melhor o mercado, suas oportunidades e suas ameaças.”, observa. Na visão do professor, a avaliação do ambiente interno também é de extrema importância, pois permite o aprimoramento dos pontos fortes/forças de um profissional e a correção dos pontos fracos/fraquezas/limitações que deve ser algo emergencial, pois as fraquezas, pontos fracos e limitações de uma pessoa/profissional podem fazer com que ele não desenvolva sua missão e consequentemente não atinja sua visão, ou seja, sai do jogo.

Depois de estabelecer os rumos da vida e carreira, e de diagnosticar sua atual situação, o profissional deve definir as ações para a expansão de mercado e diferenciação. Essa é a terceira fase do planejamento. “O profissional pode, por exemplo, desenvolver estratégias para vender mais para os mesmos clientes, conquistar novos mercados, oferecer novos produtos e serviços, além de buscar a diversificação.”. Também é necessário promover uma estratégia de liderança em diferenciação (modelo de competitividade de Porter), envolvendo toda a cadeia de valor da sua vida de acordo com a visão sistêmica da psicologia (áreas que compõem esta sua cadeia de valor: familiar + financeiro + econômico + Profissional + físico mental + outras) para que aja de forma sistêmica, para a conquista dos objetivos planejados. Deste modo, o profissional torna-se único para o mercado e fica muito mais feliz, e com muito mais sucesso. Com resultados altamente positivos de fato.

É importante salientar que planejamento estratégico é fundamental para todos os profissionais que queiram ter sucesso na vida e na carreira!.

Como saber se o objetivo é possível?

Na hora de fazer o planejamento anual do profissional, muitos têm dúvidas quanto à viabilidade dos objetivos almejados. Para Alexander, quando se tem o rumo certo e a análise do mercado, o profissional sabe o que pode fazer para alcançar o sucesso. “Ou seja, ter um claro plano de ação onde ele saberá o que, quando, onde, por que, e quem é o responsável (ele mesmo), além de como fazer e quanto irá custar.”, salienta.

Além de deixar a si mesmo muito melhor preparado para as oportunidades e adversidades do mercado.


Fonte: Portal Nacional de Seguros - SEGS

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Setor de seguros registra alta de 17% mesmo com crise econômica

Em meio às turbulências que afetam a economia do país, o setor de seguros segue demonstrando solidez. Conforme a Carta de Conjuntura do Setor de Seguros, o faturamento como um todo obteve alta de 17%, de janeiro a julho deste ano, ante o mesmo período do ano passado.

De acordo com a publicação, que é assinada pelo Sincor-SP e que traz um mapeamento mensal da indústria de seguros, o desempenho está lastreado no VGBL, tendo em vista que a receita do produto avançou 30% no intervalo.

A Carta ressalta ainda que, sem o VGBL, a receita de seguros subiu apenas 5%, acumulando R$ 54,4 bilhões. No recorte por segmentos, os seguros de pessoas apresentaram crescimento de 9% no período analisado, ao passo que os ramos elementares, que englobam automóvel e residencial, contaram com evolução mais modesta, de 4%.

É assim que, segundo o estudo divulgado pelo Sincor-SP, o mercado de seguros terá uma variação nominal de 10% em 2015. "Trata-se de número praticamente idêntico às taxas inflacionárias, sem nenhum ganho real, como vinha ocorrendo nos últimos anos", pondera a Carta, salientando que a boa notícia está na estimativa de evolução dos indicadores, que vêm se mantendo estáveis nos últimos dois meses, ou seja, não estão caindo mais. Alem disso, o documento aponta situações favoráveis relacionadas com a rentabilidade das seguradoras, que são beneficiadas, entre outros fatores, pela trajetória mais elevada da taxa de juros.

Em análise do contexto, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, diz que é preciso manter o foco e explorar novos nichos, investindo no empreendedorismo e na criatividade. "A crise atinge o desempenho do canal corretor, claro, não estamos imunes. Mas, com a oferta de portfólio diversificado, reforçamos nosso papel de pilar da indústria de seguros e o compromisso com o avanço social e econômico da nação", reforça Camillo.

Fonte: Fenacor.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bradesco amplia seguros com HSBC e pode deixar a HDI.

Bradesco Saúde

O Bradesco vai ampliar sua participação no mercado de seguros com a aquisição do HSBC e suas seguradoras e pode extinguir o contrato existente com a alemã HDI, firmado em 2005.

Sua fatia no segmento de aproximadamente 24% passará para 26%, após a aprovação dos reguladores responsáveis, de acordo com Marco Antonio Rossi, diretor vice-presidente do Bradesco e presidente da Bradesco Seguros. Até lá, segundo o executivo, nada muda.

"O contrato com a HDI está em vigor e não se altera com a aquisição do HSBC. Quando tivermos possibilidade (aval de reguladores), vamos conversar com a HDI. Não há cláusula de que em uma aquisição o contrato seja extinto", explicou Rossi, acrescentando que existe a possibilidade de o contrato ser extinto embora a questão ainda não tenha sido avaliada.

Em relação a possíveis multas no caso de eventual quebra do contrato com a HDI, do grupo Talanx, o executivo disse que a Bradesco Seguros vai analisar essa questão e ainda a possibilidade de manter o contrato até o vencimento, pesando os prós e contras.

A seguradora alemã desembolsou R$ 300 milhões pelo canal de agências do HSBC, no ano de 2005. O contrato, segundo fontes, termina em 2018.

Procurada pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a HDI informou que juntamente com o acordo de venda de seguros com o HSBC há cláusulas de confidencialidade que impedem que a seguradora faça comentários a respeito.

Executivos do mercado, que preferiram falar sob a condição de anonimato, já dão como certo o término do contrato com a alemã.

Receitas

Em prêmios, a compra do HSBC gera um adicional de R$ 2 bilhões à Bradesco Seguros, conforme dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) de 2014.

Apesar de a cifra parecer pequena para uma companhia que no primeiro semestre emitiu mais de R$ 30 bilhões, somou mais de R$ 196 bilhões em ativos totais e de R$ 22 bilhões em patrimônio líquido, Rossi reforçou que é possível aumentar de forma "significativa" as receitas do HSBC em seguros. Para este ano, a seguradora do Bradesco estima crescer seus prêmios de 12% a 15%.

"Evidentemente, temos uma oportunidade enorme no seguro (com a aquisição do HSBC). Vemos um oceano azul em termos de oportunidade no mundo dos seguros. Temos uma penetração em seguros maior que o HSBC", destacou Rossi.

Há produtos com possibilidade de sinergias entre a Bradesco Seguros e as seguradoras do HSBC, como em seguro de vida, previdência privada e capitalização, conforme o executivo.

A companhia tem penetração de duas a quatro vezes maior em previdência e de duas a cinco vezes superior em vida, segundo ele. Existem também, de acordo com ele, oportunidades ainda não exploradas no balcão do banco adquirido como a venda de seguro saúde e dental e vice e versa.

Em relação aos principais projetos da Bradesco, que incluem a integração dos sistemas em uma única plataforma, que consumirá R$ 500 milhões em investimentos, e a unificação da diretoria comercial, concluída no ano passado, Rossi disse que não estão previstas alterações.

"A plataforma já conta com a utilização de parcerias em um primeiro momento. Isso já está contratado e em andamento. Vamos dar continuidade da mesma forma", comentou o executivo.

De acordo com o presidente da Bradesco Seguros, o HSBC está posicionado, principalmente, em três negócios, vida, previdência e capitalização, que não necessitam de grande estrutura para serem viabilizados. Além disso, as seguradoras do banco não possuem sucursais nem atuam com o canal corretor de seguros, o que facilita. "É uma estrutura mais enxuta dentro da área bancária", destacou ele.

Aquisições

Rossi afirmou que apesar de os esforços estarem direcionados para a chegada das operações do HSBC no Bradesco, o banco segue aberto para avaliar aquisições no setor de seguros.

Com o HSBC, a instituição encostou no Itaú Unibanco em ativos, ficando apenas a cerca de R$ 39 bilhões do seu principal concorrente. "Se ocorrerem oportunidades, o Bradesco está atendo", acrescentando que não há interesse em operações de vida em grupo.

O Itaú está se desfazendo dessa carteira.

Sobre a possibilidade de a Bradesco Seguros passar a representar mais de um terço dos resultados do banco com a aquisição das seguradoras do HSBC, Rossi afirmou que esse não é o objetivo.

O foco, conforme ele, é maximizar as oportunidades existentes e ganhar espaço no mercado, o que deve acontecer entre três e quatro anos. No primeiro semestre, a seguradora respondeu por 29,2% do lucro líquido ajustado do Bradesco que somou R$ 8,778 bilhões.

A Bradesco Seguros espera protocolar nos próximos dias junto à Susep, conforme Rossi, o pedido para avaliar a aquisição das seguradoras do HSBC. Procurada pelo Broadcast, a autarquia confirmou que a companhia ainda não deu entrada na solicitação.

O executivo disse ainda que sua saída da presidência da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), não está associada à compra do HSBC e que até o final de agosto um substituto deve ser sugerido.


Fonte: Exame.com