terça-feira, 22 de março de 2016

Norma limita subvenção no seguro rural

A partir de 1º de julho deste, não será mais permitida a oferta de subvenção ao prêmio do Seguro Rural quando o seguro admitir a possibilidade de devolução de valores ao segurado a título de bonificação. A medida foi publicada pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR) no Diário Oficial da União, nesta 2 feira (21/03).

Segundo a Resolução 49/16, será admitida a concessão de subvenção apenas para as apólices que prevejam desconto no prêmio de seguro no momento da contratação, inclusive para os segurados que contrataram e não acionaram o seguro no exercício anterior.

Além disso, quaisquer valores que venham a ser devolvido ao segurado, por recebimento indevido, recebimento a maior, cancelamento da apólice, redução da cobertura ou por qualquer outro motivo, cuja operação tenha sido beneficiada com subvenção ao prêmio do seguro rural, devem ter o percentual de participação correspondente à subvenção recolhido à União.

Fonte: CQCS.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Camex amplia cobertura do Seguro de Crédito a Exportações para risco político

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior decidiu estender a todos os países a cobertura de risco político e extraordinário do Seguro de Crédito à Exportação para operações com prazos inferiores a dois anos. Essa modalidade do seguro havia sido aprovada em 2014 somente para países da África, devido à necessidade de promoção das exportações para o continente.

Segundo o ministério, a ampliação está relacionada à “premissa estabelecida pelo Plano Nacional de Exportações de aprimorar e ampliar as coberturas oferecidas pelo sistema de garantia à exportação”. A Camex aprovou a medida em sua reunião de fevereiro, mas a informação foi divulgada hoje (17).

Diferentes dos riscos comerciais, relacionados à eventual falta de pagamento do devedor, os riscos políticos e extraordinários estão ligados a decisões governamentais e a fatos alheios à previsão dos contratantes, inclusive os decorrentes de fenômenos naturais.

Fonte: Agência Brasil.

sábado, 19 de março de 2016

BC diz que vai reduzir venda de 'seguro' contra variação do dólar

Contratos de swaps funcionam como venda de dólares no mercado futuro. Por isso, têm potencial de impedir alta maior do dólar no mercado a vista.

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (17) que vai reduzir a “intensidade” de venda de contratos de swap cambial, que funcionam como venda de dólar no mercado futuro. Espécie de seguro, eles são comprados, por exemplo, por empresas que precisam da moeda em seus negócios mas querem se prevenir de grandes variações na cotação.

 Os chamados contratos de swap cambial têm o potencial de tentar impedir pressões de alta da moeda norte-americana no mercado à vista. Além de atuar para impedir uma alta maior do dólar, os contratos fornecem às empresas uma proteção contra a variação do dólar, chamada de "hedge".

Nos últimos meses, a autoridade monetária vinha "rolando" todos os vencimentos de "swaps cambiais" no mercado de derivativos, ou seja, emitindo novos contratos na mesma proporção daqueles que estavam vencendo.

A instituição não deu mais detalhes, até o momento, sobre o percentual de contratos que será renovado. Explicou que essas informações devem ser conhecidas no final desta quinta-feira, por meio do edital dos leilões.

Momento de queda do dólar

A decisão do BC acontece em um momento de queda do dólar. Nesta quinta-feira (17), a moeda norte-americana opera com recuo de 3,27%, em meio à escalada das tensões políticas, como o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo, e à divulgação de gravações entre ele e a presidente Dilma Rousseff.

A posse de Lula foi suspensa por uma decisão liminar (provisória) do juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara do Distrito Federal. Até a última atualização desta reportagem, a decisão do juiz ainda estava em vigor.

Por volta das 14h20 desta quinta, o dólar estava cotado a R$ 3,61. No fim de fevereiro, o dólar estava em R$ 4.

A rolagem não integral dos "swaps cambiais", anunciada pela autoridade monetária, teria o  potencial de gerar, teoricamente, pressões de alta na moeda norte-americana. Com o dólar em queda, essa eventual pressão de alta tende a ser menor.

Estoque em mercado e resultados

No fim de janeiro, segundo informações do Tesouro Nacional, o estoque de contratos de "swaps cambiais" estava em R$ 422 bilhões, ou seja, pouco mais de US$ 115 bilhões pela cotação do dólar desta quinta-feira (R$ 3,61). Com a rolagem parcial dos vencimentos de contratos de swap cambial, o estoque tende a cair nos próximos meses - se a decisão for mantida.

De forma geral, o BC registra lucro com esses contratos quando o dólar cai e perde quando a cotação da moeda norte-americana sobe.

Em 2015, o BC registrou prejuízo de R$ 89,66 bilhões com as intervenções no câmbio no mercado futuro - por meio dos swaps cambiais. Foi a maior perda anual da série histórica, que começa, para anos fechados, em 2003. Até então, o maior prejuízo, em todo um ano, havia sido registrado em 2014 (R$ 17,32 bilhões). Em janeiro, porém, lucrou R$ 11,71 bilhões.

Os resultados do BC com os derivativos (ganhos ou perdas) impactam os indicadores das contas públicas, pois entram na conta de despesas com juros da dívida pública. A forte perda no ano passado ajudou a impulsionar o chamado déficit nominal - que somou R$ 644 bilhões em janeiro, o equivalente a expressivos 10,82% do PIB. Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco na determinação da nota dos países.

Além disso, os resultados também impactam a chamada dívida bruta do setor público, que atingiu 67% do PIB em janeiro deste ano - patamar alto para padrões internacionais. Alguns bancos já projetam a dívida bruta em 80% do PIB no futuro. Com a piora dos indicadores, entre eles aqueles relacionados com as contas públicas, o Brasil já perdeu o grau de investimento por duas das três maiores agências de classificação de risco no ano passado.

Fonte: G1.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Sindicato alerta embarcações para acidentes no período de cheia na Amazônia


O início do período de cheia na Amazônia aumenta a preocupação com acidentes envolvendo embarcações. Por causa da subida do nível dos rios e do aumento da força das correntezas, troncos de árvores e pedaços de madeira podem atingir os barcos. Isso coloca em risco a vida de passageiros e causa prejuízos ao transporte fluvial devido aos custos do conserto.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Galdino Alencar, para evitar acidentes a principal recomendação é não navegar à noite, quando é menor a visibilidade, principalmente em trechos considerados perigosos. “Recomendamos muito cuidado e atenção, principalmente na navegação noturna, e que não deixem tripulantes sem habilitação ou conhecimento conduzir essas embarcações”, alertou Alencar.

Outra orientação é reduzir a velocidade durante a navegação à noite ou de madrugada. Segundo Galdino, o trecho mais perigoso é entre o Amazonas e Rondônia, no Rio Madeira.

Usinas

“É uma hidrovia com maior fluxo de navegação para cá, onde é escoado parte da soja, e com tráfego muito intenso. É um rio que realmente desce muita madeira, principalmente depois da construção das usinas de Santo Antônio e de Jirau, em Rondônia. Não sei qual é o sistema deles, mas, quando abrem as comportas, são muitos troncos e o rio fica tomado de árvores e madeira”, criticou Galdino .

O presidente do Sindarma informou que a região do encontro das águas dos rios Negros e Solimões também fica perigosa no período da cheia.

No ano passado, de acordo com o sindicato, a Marinha registrou cinco acidentes no Amazonas com embarcações batendo em troncos de árvores. Dois barcos naufragaram, mas não houve vítimas fatais. Em 2016, já foi registrado um acidente no Rio Madeira, mas sem gravidade.

Em nota, a Santo Antônio Energia disse que “não existe relação entre a hidrelétrica e a melhora ou piora da navegabilidade do Rio Madeira com a existência dos troncos”. A concessionária declarou ainda que “os troncos que descem o rio passam pela barragem e seguem seu curso normal, como sempre seguiram”.

Também por meio de nota, a Energia Sustentável do Brasil, concessionária da Usina de Jirau, informou “que cumpre o determinado no licenciamento ambiental ao manter o fluxo e as condições naturais do Rio Madeira, inclusive a passagem de troncos”.

Fonte: Agência Brasil.


quinta-feira, 17 de março de 2016

8 dicas para proteger você e seu veículo durante uma chuva intensa

Com as fortes chuvas das últimas semanas, muitos motoristas que estão trafegando nas ruas se deparam com alagamentos ou enchentes. Para essas situações existem algumas dicas importantes que podem evitar danos ao veículo, acidentes e até preservar a vida de quem estiver dentro do carro.

Para você, que utiliza o automóvel e pode passar por essas ocasiões, o Itaú Seguro Auto listou oito dicas importantes que podem ajudar nesses momentos sensíveis de chuvas intensas e ruas comprometidas. Confira :

1. Acenda o farol baixo, pois além de melhorar a visão, o veículo atrás pode se guiar com as luzes vermelhas do seu carro.

2. Nunca ligue o pisca alerta. Essa atitude pode passar a impressão de que o veículos está parado e confundir o motorista do carro de trás.

3. Tente deixar as janelas do carro um pouco abertas, isso vai permitir a circulação do ar. Para ajudar, ligue o ventilador interno ou o ar-condicionado.

4. Em casos de enchentes, reduza a velocidade e mantenha uma rotação constante do motor para melhorar a dirigibilidade do veículo. O ideal é ter uma velocidade constante de aproximadamente 15 km/h.

5. Se o motor morrer, não dê a partida, matenha-o desligado.

6. Se possível, evite entrar com o veículo em um alagamento. O ideal é que o volume de água não passe da metada da altura da roda.

7. Se a enchente atingir toda a roda do carro, abandone o veículo imediatamente e tente andar pelos cantos das ruas para evitar a correnteza.

8. Se passar por um alagamento, faça um check-up do automóvel imediatamente para fazer uma manutenção geral e evitar problemas futuros.

Fonte: CQCS.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Homens ou mulheres? Quem paga mais pelo seguro do carro

Não tão distante

Levantamento da Minuto Seguros mostra que as mulheres pagam, em média, praticamente o mesmo preço que os homens nos seguros de carros.

As comparações dos valores dos seguros, que incluem cobertura de 50 mil reais para danos causados ao veículo por terceiros, foram feitas para os dez carros mais vendidos de fevereiro, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O estudo simulou valores das proteções para dois perfis de motoristas: um homem e uma mulher, ambos de 35 anos de idade, casados e residentes em cinco cidades brasileiras: São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Amazonas. As cotações foram feitas em 13 seguradoras: Azul, Allianz, Bradesco, Chubb, HDI, Itaú, Liberty, Marítima, Mitsui, Porto Seguro, Tokio, Yasuda e Zurich.

Em alguns casos, a diferença de preços pagos por homens e mulheres pela proteção do carro é quase nula. No Rio Grande do Sul, o seguro do Palio Fire é de 1.833 reais para mulheres e de 1.828 reais para homens. Na Bahia, para proteger o Novo Ka as mulheres gastam em média 1.433 reais, enquanto os homens gastam 1.427 reais.

Em outros casos, a diferença de valores chega a, no máximo, 20%, dependendo do veículo e do CEP analisado. É o caso do seguro do Corolla Sedan no Amazonas: no estado, o custo do seguro é de 2.312 reais para homens e 1.934 para mulheres, em média.

De acordo com Manes Erlichman Neto, sócio diretor da Minuto Seguros, o levantamento mostra que as mulheres já não pagam mais valores menores que os homens no seguro do carro. “Temos situações pontuais nas quais ainda existem diferenças, mas cada vez que realizamos esse tipo de pesquisa essas diferenças vão diminuindo”.

Navegue pelas fotos e veja os valores cobrados, tanto de mulheres, quanto de homens, pelos seguros dos carros mais vendidos do mercado em fevereiro.

Tópicos: Carros, Autoindústria, Veículos, Guia de Carros, Mulheres, Orçamento pessoal, Planejamento financeiro pessoal, Renda pessoal, Seguros, Par Corretora , Seguro de carros, Seguros de carros

Fonte: Exame.

terça-feira, 15 de março de 2016

PF prende suspeitos de fraudar seguro defeso no sul do Pará

Operação investiga concessão ilegal de benefício na região.
 
Três suspeitos de envolvimento no esquema foram presos nesta segunda, 14.

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta segunda-feira (14) nos município de Redenção e Conceição do Araguaia, no sul do Pará, resultou na prisão de três suspeitos de envolvimento com um esquema de fraudes do seguro defeso na região. Segundo as investigações, pessoas que não desenvolvem atividades relacionadas à pesca estariam recebendo o benefício. Um dos presos é o presidente da colônia de pescadores de Redenção.
O benefício no valor de um salário mínimo é destinado para pescadores artesanais cuja sobrevivência depende da pesca e têm sua atividade profissional paralisada durante o período de defeso para a reprodução das espécies.

Vinte e dois mandados foram expedidos pela Justiça Federal para a operação desta segunda, sendo dez mandados de busca e apreensão, seis mandados de prisão preventiva e seis de condução coercitiva. A Justiça determinou também o sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias, além da quebra de sigilo bancário e fiscal dos principais investigados.

Segundo as investigações, os dados fraudulentos eram inseridos no sistema em Conceição do Araguaia. "A partir de denúncias recebidas em 2012 e 2013, que diziam que estava em pleno andamento um esquema de fraudes na concessão do seguro defeso, por parte dos membros da diretoria da colônia de pescadores Z-60 de Redenção", diz Leonardo Araújo de Almeida, delegado da PF em Redenção.

"Eles cadastravam pessoas também de outros municípios vizinhos, como Santa Maria das Barreiras, Conceição do Araguaia, Floresta do Araguaia, para receberem indevidamente o seguro defeso", explica o delegado. Em depoimento à PF, investigados que recebiam o seguro irregularmente confirmaram que repassavam parte do dinheiro a integrantes da colônia de pescadores.

Uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 100 mil foi apreendida na casa de um suposto pescador. Computadores e documentos também foram apreendidos De acordo com a Polícia Federal, estima-se que o prejuízo aos cofres públicos, de 2010 até o ano de 2016, ultrapasse a quantia de R$ 5 milhões.

No total, o número de beneficiados pero seguro na região ultrapassa 900, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No entanto, segundo as investigações, o número real de pessoas que viviam da pesca artesanal não ultrapassava 30 pessoas.

Assista aqui a reportagem no Jornal Liberal de hoje.

Fonte: G1.